A experiência e os resultados obtidos a partir do C.l.21 tornaram o processo de formação de Comandos num factor irreversível. Assim, em 09 de Junho de 1963 e por despacho de 15 de Maio do mesmo ano, é inaugurado o Centro de Instrução nº16 ocupando as instalações do Quartel de Quibala na Fazenda Senhora da Hora, em Quibala Norte, onde pela primeira vez a designação «COMANDOS» assume carácter oficial sendo o curso aqui ministrado, reconhecido como o primeiro Curso de Comandos.
Sobre a formação do C.l.16 aqui se transcreve parte do conteúdo da nota 169/3 de 06 de Maio de 1963 da 3.3 REP/EME, que diz o seguinte:
· É reorganizado o Centro de Instrução nº21, com a finalidade de ministrar instrução intensiva de contra guerrilha a grupos de combate dos Batalhões. Pretende-se que cada Batalhão disponha, assim, de um núcleo devidamente especializado, aguerrido e moralizado que, simultaneamente seja um elemento de valor táctico elevado para ser empregue em missões de combate difíceis, perigosas ou de grande interesse operacional, constitua um estímulo pelo seu exemplo e, pela difusão dos conhecimentos adquiridos, contribua para uma melhoria do nível de instrução e da eficiência operacional da própria Unidade.
O C.l.16 era comandado pelo Major de Infantaria Antunes de Sá, tendo como 2ºComandante o Capitão de ArtªSantos e Castro, e tinha como instrutores o Capitão de Artª Ribeiro de Oliveira, o Tenente Mil. Alves Cardoso, o Tenentes Mil. Cmd. Vieira Pereira e Abreu Cardoso, o Tenente Mil. Médico Cmd. Resina Rodrigues, o Alferes Mil. Cav. Gomes de Freitas e o Alferes QSGE João Silva, que era também o único encarregado pêlos serviços administrativos.
Em 10 de Outubro de 1963 foi dada por concluída a instrução, tendo-se constituídos os seis grupos a seguir enunciados e que posteriormente regressaram às suas Unidades de origem:
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Designação |
Origem |
Comandante de Grupo |
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Os Sem Pavor |
Bat. Caç. 379 |
Alf. Mil. Eduardo R. Silva |
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Os Destemidos |
Bat. Caç. 380 |
Alf. Mil. Martiniano Quesada |
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Os Apaches |
Bat. Caç. 442 |
Alf. Mil. José Z. G. Robalo |
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Os Gatos |
Bat. Art. 400 |
Alf. Mil. Horácio M. Valente |
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Os Tigres |
Bat. Cav. 339 |
Alf. Mil. Júlio Damas Paiva |
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Os Escorpiões |
Bat. Cav. 437 |
Alf. Mil. Manuel L. Bogalho |
Além do pessoal que constituía os grupos atrás referidos, frequentaram também o C.l.16 um grupo de militares vindo da Região Militar de Moçambique, que tendo terminado a instrução com aproveitamento para lá regressaram a fim de dar início à formação de novos Comandos nessa Região Militar.
O C.l.16 foi oficialmente desactivado a 04 de Dezembro de 1963, sucedendo-lhe o Centro de Instrução nº25.
De entre as acções de carácter iminentemente operacional levadas a cabo pelo C.l.16, de salientar a actuação na operação «Pérola Verde». O espírito que desde o início sempre presidiu à formação das tropas «COMANDO», é bem patente na passagem que a seguir se transcreve da supra citada nota nº169/3 da 3.3 REP/EME:
· «O pessoal não usufruirá de quaisquer regalias ou gratificação especial. Será submetido a uma vida dura e disciplina rígida e o que terminar a instrução com aproveitamento terá direito à designação «COMANDOS» e ao uso de um distintivo próprio».

